Cabum!
Cânone inglês séc. XVI
(com nova letra inventada)
Cab'um, cabem dois
Cabem multidões
E mais três gigantes
e alguns anões
Toca à porta o elefante
Pousa a tromba no gigante
Ai, troliloliloli...
(E mais um gato)
segunda-feira, 12 de novembro de 2018
Quatro Coisas Quer o Amo
Quatro Coisas Quer o Amo
GAC - Grupo de Acção Cultural (1977)
Quatro coisas quer o amo
Ai quatro coisas quer o amo
Do criado que o serve (x2)
Deitar tarde e erguer cedo
Ai, deitar tarde e erguer cedo
Comer pouco e andar alegre
Já lá vai chuva e a noite
Ai, já lá vai chuva e a noite
Tristeza prá nosso amo
Ai, tristeza pró nosso amo
Que se acabou o dia
Já o sol se vai embora
Ai, já o sol se vai embora
Por detrás do cabecinho
´
Quem dera ao patrão atá-lo
Ai, quem dera ao patrão atá-lo
Na ponta de um nagalhinho
Se ele pudesse e bem quisera
Ai, se ele pudesse e bem quisera
Fazer o dia maior
Dar o nó na pinta verde
Ai, dar o nó na pinta verde
Pra que o sol se não pusesse
GAC - Grupo de Acção Cultural (1977)
Quatro coisas quer o amo
Ai quatro coisas quer o amo
Do criado que o serve (x2)
Deitar tarde e erguer cedo
Ai, deitar tarde e erguer cedo
Comer pouco e andar alegre
Já lá vai chuva e a noite
Ai, já lá vai chuva e a noite
Já la vem nossa alegria
Tristeza prá nosso amo
Ai, tristeza pró nosso amo
Que se acabou o dia
Já o sol se vai embora
Ai, já o sol se vai embora
Por detrás do cabecinho
´
Quem dera ao patrão atá-lo
Ai, quem dera ao patrão atá-lo
Na ponta de um nagalhinho
Se ele pudesse e bem quisera
Ai, se ele pudesse e bem quisera
Fazer o dia maior
Dar o nó na pinta verde
Ai, dar o nó na pinta verde
Pra que o sol se não pusesse
Farewell Johnny Miner
Farewell Johnny Miner
canção de Ed Pickford (1970)
Johnny Miner, you were born
Never to see the rising dawn
Now it's time that you were gone
Farewell Johnny Miner!
Refrão:
And farewell Durham, Yorkshire too
Nottingham, the same to you
Scotland, South Wales, bid Adieu
Farewell Johnny Miner
They've promised you the earth sometimes
To go down in their stinkin' mines
Now the justice for their crimes
Is Farewell, Johnny Miner!
You've struggled with the sliding scale
Lungs turned black & faces pale
Now your body's up for sale
Farewell Johnny Miner!
Cheer up John, don't take it hard
Unemployment isn't bad
They'll treat you well in the knackers' yard
Farewell Johnny Miner!
canção de Ed Pickford (1970)
Johnny Miner, you were born
Never to see the rising dawn
Now it's time that you were gone
Farewell Johnny Miner!
Refrão:
And farewell Durham, Yorkshire too
Nottingham, the same to you
Scotland, South Wales, bid Adieu
Farewell Johnny Miner
They've promised you the earth sometimes
To go down in their stinkin' mines
Now the justice for their crimes
Is Farewell, Johnny Miner!
You've struggled with the sliding scale
Lungs turned black & faces pale
Now your body's up for sale
Farewell Johnny Miner!
Cheer up John, don't take it hard
Unemployment isn't bad
They'll treat you well in the knackers' yard
Farewell Johnny Miner!
segunda-feira, 15 de outubro de 2018
Youkali
YOUKALI
Música de
Kurt Weil
Versão
portuguesa de Regina Guimarães
É ao cabo
do mundo
Que um
barco vagabundo
Vogando já
sem rumo
Acaso nos
conduz
Numa ilha
distante
Mora essa
voz amante
Que incita
o visitante
A mergulhar
na luz
Youkali é
o ilhéu dos nossos desejos
Youkali,
regaço onde nascem os beijos
Youkali é
onde acaba a nossa desolação
É na
escuridão um grande clarão
A estrela
cadente
Que é de
toda a gente
Em Youkali,
cada promessa será respeitada
Youkali,
onde cada paixão será partilhada
Cada
esperança
Nos
aproxima e nos fortalece
E a
liberdade
A cada
passo cresce e acontece
Youkali é
o ilhéu dos nossos desejos
Youkali,
regaço onde nascem os beijos
Se for um
sonho, uma loucura
Como viver
Sem
impostura?
Nesta vida
canina
Quem manda
é a rotina
E a gente
desatina
Buscando
alienação
Porém na
nossa mente
Resta um
sonho dormente
Uma fome
divina
De
emancipação
Youkali é
o ilhéu dos nossos desejos
Youkali,
regaço onde nascem os beijos
Youkali é
onde acaba a nossa desolação
É na
escuridão um grande clarão
A estrela
cadente
Que é de
toda a gente
Em Youkali,
cada promessa será respeitada
Youkali,
onde cada paixão será partilhada
Cada
esperança
Nos
aproxima e nos fortalece
E a
liberdade
A cada
passo cresce e acontece
Youkali é
o ilhéu dos nossos desejos
Youkali,
regaço onde nascem os beijos
Mas é um
sonho vivido aqui
Não existe
Um Youkali
sábado, 1 de setembro de 2018
Senhora se me dá licença
Senhora se me dá licença
canção popular de Janeiras
com versos novos de Diana Dionísio para Janeiro de 2018
Senhora se me dá
licença e dá
sua porta, eu cantar
Senhora se me dá
licença e eu
já vou a começar
Senhora se me dá
Um licranço azul
e um táche pró deitar
Senhora se me dá
estragão e o pau
da colher alcachofrar
Senhora ‘qui está
mezinhas pr’este
ano não coalhar
Senhora se me dá
medronho e é
que a sorte vai chegar
Senhora se me dá
o ancinho pró
banqueiro afastar
Senhora se me dá
regaço pr´á
alma não desmanchar
Senhora será
contente quem
daqui puder provar
Vai-t'embora iano feio
Vai-t'embora iano feio
canção de passagem de ano
letra de Diana Dionísio
Vai-t'embora iano feio
vai-t'embora iano feio
começaste bem bonito
começaste bem bonito
Mas Janus tem duas faces
mas Janus tem duas faces
e às vezes carrapito
e às vezes carrapito
pra melhor está bem
está bem
pra pior já basta
assim
Para o ano também há
para o ano também há
desemprego e FMI
desemprego e FMI
Mas para gritarmos juntos
mas para gritarmos juntos
encontramo-nos aqui
encontramo-nos aqui
pra melhor está bem
está bem
pra pior já basta
assim
Da lama do tempo imundo
da lama do tempo imundo
sairão laivos de cor
sairão laivos de cor
De mudar a nossa vida
de mudar a nossa vida
não me demito não senhor
não me demito não senhor
pra melhor está bem
está bem
pra pior já basta
assim
Faz falta sair de casa
faz falta sair de casa
ver outros olhos nas ruas
ver outros olhos nas ruas
Pôr as mãos a trabalhar
pôr as mãos a trabalhar
cozer as ideias cruas
cozer as ideias cruas
pra melhor está bem
está bem
pra pior já basta
assim
Sun cuntent de vess al mund
Sun cuntent de vess al mund
Do espectáculo “Ci ragiono e canto, vol. 1”, escrito por Dario
Fo em 1966 (versão da reposição em cena em
1977 pelo Collettivo teatrale La Comune)
Sun cuntent de vess al mund
da quand so che l'è rutund
alegher alegher
'me caminà sui veder
sui veder a pé biot
mentre i sciur i fan nagott.
alegher alegher
'me caminà sui veder
sui veder a pé biot
mentre i sciur i fan nagott.
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