Erguem-se muros
Música: Adriano Correia de Oliveira
(gravações no EP Menina dos Olhos Tristes, 1969 e no LP Adriano Correia de Oliveira, 1973 )
Letra: António Ferreira Guedes (1964)
Erguem-se muros em volta
do corpo quando nos damos
amor semeia a revolta
que nesse instante calamos
Semeia a revolta e o dia
cobrir-se-á de navios (bis)
há que fazer-nos ao mar
antes que sequem os rios
Secos os rios a noite
tem os caminhos fechados (bis)
Há que fazer-nos ao mar
ou ficaremos cercados
Amor semeia a revolta
antes que sequem os rios...
quinta-feira, 25 de julho de 2019
quarta-feira, 2 de janeiro de 2019
Chula da Póvoa
Chula da Póvoa
Zeca Afonso
LP Com as Minhas Tamanquinhas,
1976
Em Fevereiro como o pão
Nem que chovam picaretas
Hás-de cair, Rei-Milhão
Adeus, cidade do Porto
Adeus muros de Custóias
Cantando à chuva e ao vento
Andei a enganar as horas
Tenho mais de mil amigos
Aqui não me sinto só
Cantarei ao desafio
Ninguém tenha de mim dó
Ó meu Portugal formoso
Berço de latifundiários
Onde um primeiro ministro
Já manda a merda os operários
Já hoje muito maroto
Se diz revolucionário
E faz da bolsa do povo
Cofre-forte do bancário
Camaradas lá do Norte
Venham ao Sul passear
Cá nas nossas cooperativas
Há sempre mais um lugar
La merveille de la musique
La merveille de la musique
poema de Louis Aragon
música de Marcel Corneloup
La merveille de la musique est de n’être que mouvement,
C’est comme l’eau que l’on regarde
Et tout y bouge vaguement.
poema de Louis Aragon
música de Marcel Corneloup
La merveille de la musique est de n’être que mouvement,
C’est comme l’eau que l’on regarde
Et tout y bouge vaguement.
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
segunda-feira, 12 de novembro de 2018
Quatro Coisas Quer o Amo
Quatro Coisas Quer o Amo
GAC - Grupo de Acção Cultural (1977)
Quatro coisas quer o amo
Ai quatro coisas quer o amo
Do criado que o serve (x2)
Deitar tarde e erguer cedo
Ai, deitar tarde e erguer cedo
Comer pouco e andar alegre
Já lá vai chuva e a noite
Ai, já lá vai chuva e a noite
Tristeza prá nosso amo
Ai, tristeza pró nosso amo
Que se acabou o dia
Já o sol se vai embora
Ai, já o sol se vai embora
Por detrás do cabecinho
´
Quem dera ao patrão atá-lo
Ai, quem dera ao patrão atá-lo
Na ponta de um nagalhinho
Se ele pudesse e bem quisera
Ai, se ele pudesse e bem quisera
Fazer o dia maior
Dar o nó na pinta verde
Ai, dar o nó na pinta verde
Pra que o sol se não pusesse
GAC - Grupo de Acção Cultural (1977)
Quatro coisas quer o amo
Ai quatro coisas quer o amo
Do criado que o serve (x2)
Deitar tarde e erguer cedo
Ai, deitar tarde e erguer cedo
Comer pouco e andar alegre
Já lá vai chuva e a noite
Ai, já lá vai chuva e a noite
Já la vem nossa alegria
Tristeza prá nosso amo
Ai, tristeza pró nosso amo
Que se acabou o dia
Já o sol se vai embora
Ai, já o sol se vai embora
Por detrás do cabecinho
´
Quem dera ao patrão atá-lo
Ai, quem dera ao patrão atá-lo
Na ponta de um nagalhinho
Se ele pudesse e bem quisera
Ai, se ele pudesse e bem quisera
Fazer o dia maior
Dar o nó na pinta verde
Ai, dar o nó na pinta verde
Pra que o sol se não pusesse
Farewell Johnny Miner
Farewell Johnny Miner
canção de Ed Pickford (1970)
Johnny Miner, you were born
Never to see the rising dawn
Now it's time that you were gone
Farewell Johnny Miner!
Refrão:
And farewell Durham, Yorkshire too
Nottingham, the same to you
Scotland, South Wales, bid Adieu
Farewell Johnny Miner
They've promised you the earth sometimes
To go down in their stinkin' mines
Now the justice for their crimes
Is Farewell, Johnny Miner!
You've struggled with the sliding scale
Lungs turned black & faces pale
Now your body's up for sale
Farewell Johnny Miner!
Cheer up John, don't take it hard
Unemployment isn't bad
They'll treat you well in the knackers' yard
Farewell Johnny Miner!
canção de Ed Pickford (1970)
Johnny Miner, you were born
Never to see the rising dawn
Now it's time that you were gone
Farewell Johnny Miner!
Refrão:
And farewell Durham, Yorkshire too
Nottingham, the same to you
Scotland, South Wales, bid Adieu
Farewell Johnny Miner
They've promised you the earth sometimes
To go down in their stinkin' mines
Now the justice for their crimes
Is Farewell, Johnny Miner!
You've struggled with the sliding scale
Lungs turned black & faces pale
Now your body's up for sale
Farewell Johnny Miner!
Cheer up John, don't take it hard
Unemployment isn't bad
They'll treat you well in the knackers' yard
Farewell Johnny Miner!
segunda-feira, 15 de outubro de 2018
Youkali
YOUKALI
Música de
Kurt Weil
Versão
portuguesa de Regina Guimarães
É ao cabo
do mundo
Que um
barco vagabundo
Vogando já
sem rumo
Acaso nos
conduz
Numa ilha
distante
Mora essa
voz amante
Que incita
o visitante
A mergulhar
na luz
Youkali é
o ilhéu dos nossos desejos
Youkali,
regaço onde nascem os beijos
Youkali é
onde acaba a nossa desolação
É na
escuridão um grande clarão
A estrela
cadente
Que é de
toda a gente
Em Youkali,
cada promessa será respeitada
Youkali,
onde cada paixão será partilhada
Cada
esperança
Nos
aproxima e nos fortalece
E a
liberdade
A cada
passo cresce e acontece
Youkali é
o ilhéu dos nossos desejos
Youkali,
regaço onde nascem os beijos
Se for um
sonho, uma loucura
Como viver
Sem
impostura?
Nesta vida
canina
Quem manda
é a rotina
E a gente
desatina
Buscando
alienação
Porém na
nossa mente
Resta um
sonho dormente
Uma fome
divina
De
emancipação
Youkali é
o ilhéu dos nossos desejos
Youkali,
regaço onde nascem os beijos
Youkali é
onde acaba a nossa desolação
É na
escuridão um grande clarão
A estrela
cadente
Que é de
toda a gente
Em Youkali,
cada promessa será respeitada
Youkali,
onde cada paixão será partilhada
Cada
esperança
Nos
aproxima e nos fortalece
E a
liberdade
A cada
passo cresce e acontece
Youkali é
o ilhéu dos nossos desejos
Youkali,
regaço onde nascem os beijos
Mas é um
sonho vivido aqui
Não existe
Um Youkali
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