música de "Les Archers du Roi",
(canção de Albert Santoni et A. Pontin, 1961)
letra do coro da Achada,
(para a Greve Geral de Novembro de 2011)
Encontrei um banqueiro
que acumulava dinheiro
e mandava toda a gente trabalhar
Emprestava dinheiro
e roubava o mundo inteiro
deu-me um tostão mas estava preso ao alcatrão
Estamos fartos de senhores
Pelos cabelos com estupores
Não me peçam para engolir isto
De mudar a vida não desisto
Não, não não me peças pá
Que lamba as botas do marajá
Letra francesa original:
Ils ont commencé la saison
En fauchant les moissons
Avec les sabots de leurs coursiers
Ils sont venus à la maison
Ils ont pris les garçons
Sans demander permission !
Je les ai vu courber l’échine
Sous les coups de fouet qui pleuvaient
Cordes d’acier bardées d’épines
Qui les mordaient, les saignaient.
Non, ne me demandez pas
De saluer les archers du Roi
Et tout là-haut sur la colline,
la potence est dressée
Pour pendre ceux qu’on a condamnés
On y accroche au matin
Le mendiant qui a faim,
le bandit de grands chemins,
Celui qui, dans sa misère,
Voulut maudire le nom du Roi
Parce qu’il lui avait pris sa terre,
Son blé, sa réserve de bois.
Derrière chez moi il y avait
une fille que j’aimais
et qui m’avait donné ses printemps.
Mais un jour on l’a emmenée
Pour aller assister
A la noce d’un archer !
J’ai vu des tours tomber la pierre
J’ai entendu les gens hurler
Son corps fut jeté sans prières
Sur le bas-côté d’un fossé.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
domingo, 18 de dezembro de 2011
E più non canto
Canto tradicional italiano
E più non canto, e più non ballo
perché ’l mio amore l’è andà soldà.
L’è andà soldato l’è andà alla guerra
E chi sa quando ritornerà.
Faremo fare ponte di ferro
Per traversare di là dal mar.
Quando fu stato di là dal mare
Ed un bel giovane l’incontrò.
M’ha detto: Giovane, caro bel giovane
Avete visto il mio primo amor?
Si, si l’ho visto in piazza d’armi
Che lo portavano a seppellir.
E più non canto, e più non ballo
perché ’l mio amore l’è andà soldà.
L’è andà soldato l’è andà alla guerra
E chi sa quando ritornerà.
Faremo fare ponte di ferro
Per traversare di là dal mar.
Quando fu stato di là dal mare
Ed un bel giovane l’incontrò.
M’ha detto: Giovane, caro bel giovane
Avete visto il mio primo amor?
Si, si l’ho visto in piazza d’armi
Che lo portavano a seppellir.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Taça de branco, copo de tinto
canção popular da Beira
letra: Diana Dionísio
Os europeus engordados
Têm no mundo mil escravos
(refrão) x2
Taça de branco
Copo de tinto
Tu escavas o ouro
E eu dou-te um quinto
Ontem treino de balística
Hoje é viagem turística
(refrão)
Lusofonia no paleio
Nos bairros há tiroteio
(refrão)
Tolero a tua dissonância
Desde que seja à distância
(refrão)
De chandòri à mouraria
Muda a água da companhia
(refrão)
letra: Diana Dionísio
Os europeus engordados
Têm no mundo mil escravos
(refrão) x2
Taça de branco
Copo de tinto
Tu escavas o ouro
E eu dou-te um quinto
Ontem treino de balística
Hoje é viagem turística
(refrão)
Lusofonia no paleio
Nos bairros há tiroteio
(refrão)
Tolero a tua dissonância
Desde que seja à distância
(refrão)
De chandòri à mouraria
Muda a água da companhia
(refrão)
terça-feira, 21 de junho de 2011
Rebel song
de James Connolly
Come, workers, sing a rebel song,
A song of love and hate;
Of love unto the lowly
And of hatred to the great,
The great who trod our fathers down,
Who steal our children’s bread,
Whose hands of greed are stretch’d to rob
The living and the dead.
Refrão:
Then sing our rebel song
As we proudly sweep along
To end the age-old tyranny
That makes for human tears.
Our march is nearer done
With each setting of the sun,
And the tyrant’s might is passing
With the passing of the years.
We sing no song of wailing,
And no songs of sights or tears,
High are our hopes and stout our hearts,
And banished all our fears.
Our flag is raised above us,
So that all the world may see,
'Tis Labour’s faith and Labours arm
Alone can Labour free.
Refrão
Out of the depths of misery,
We march with hearts aflame,
With wrath against the rulers false,
Who wreck our manhood’s name.
The serf who licks the tyrant’s rod,
May bend forgiving knee;
The slave who breaks his slav’ry’s chain,
A wrathful man must be.
Refrão
Our army marches onward
with its face towards the dawn,
In trust secure in that one thing
the slave may lean upon,
The might within the arm of him
who, knowing freedom's worth,
Strikes home to banish tyranny
from off the face of earth
Refrão
Come, workers, sing a rebel song,
A song of love and hate;
Of love unto the lowly
And of hatred to the great,
The great who trod our fathers down,
Who steal our children’s bread,
Whose hands of greed are stretch’d to rob
The living and the dead.
Refrão:
Then sing our rebel song
As we proudly sweep along
To end the age-old tyranny
That makes for human tears.
Our march is nearer done
With each setting of the sun,
And the tyrant’s might is passing
With the passing of the years.
We sing no song of wailing,
And no songs of sights or tears,
High are our hopes and stout our hearts,
And banished all our fears.
Our flag is raised above us,
So that all the world may see,
'Tis Labour’s faith and Labours arm
Alone can Labour free.
Refrão
Out of the depths of misery,
We march with hearts aflame,
With wrath against the rulers false,
Who wreck our manhood’s name.
The serf who licks the tyrant’s rod,
May bend forgiving knee;
The slave who breaks his slav’ry’s chain,
A wrathful man must be.
Refrão
Our army marches onward
with its face towards the dawn,
In trust secure in that one thing
the slave may lean upon,
The might within the arm of him
who, knowing freedom's worth,
Strikes home to banish tyranny
from off the face of earth
Refrão
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Coro da Primavera
letra e música: José Afonso
canção incluída no disco Cantigas do Maio (1971)
Cobre-te canalha
Na mortalha
Hoje o rei vai nu
Os velhos tiranos
De há mil anos
Morrem como tu
Abre uma trincheira
Companheira
Deita-te no chão
Sempre à tua frente
Viste gente
Doutra condição
Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores
Livra-te do medo
Que bem cedo
Há-de o Sol queimar
E tu camarada
Põe-te em guarda
Que te vão matar
Venham lavradeiras
Mondadeiras
Deste campo em flor
Venham enlaçadas
De mãos dadas
Semear o amor
Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores
Venha a maré cheia
Duma ideia
P'ra nos empurrar
Só um pensamento
No momento
P'ra nos despertar
Eia mais um braço
E outro braço
Nos conduz irmão
Sempre a nossa fome
Nos consome
Dá-me a tua mão
Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores
Cobre-te canalha
Na mortalha
Hoje o rei vai nu
Os velhos tiranos
De há mil anos
Morrem como tu
Abre uma trincheira
Companheira
Deita-te no chão
Sempre à tua frente
Viste gente
Doutra condição
Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores
Livra-te do medo
Que bem cedo
Há-de o Sol queimar
E tu camarada
Põe-te em guarda
Que te vão matar
Venham lavradeiras
Mondadeiras
Deste campo em flor
Venham enlaçadas
De mãos dadas
Semear o amor
Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores
Venha a maré cheia
Duma ideia
P'ra nos empurrar
Só um pensamento
No momento
P'ra nos despertar
Eia mais um braço
E outro braço
Nos conduz irmão
Sempre a nossa fome
Nos consome
Dá-me a tua mão
Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores
Mãos vazias às mãos cheias
letra de Regina Guimarães
música do Coro da Achada
Mãos vazias às mãos cheias
para se darem ou não
- ai quem dera tropeçar
e cair em mãos alheias.
Mãos na ilharga ou na massa
suando e fazendo suas
coisas que outrora eram de outros
e depois em pausa em pose.
Mãos capazes de pensar
aptas a crer sem ter visto
- e se mão sou entre mãos
persisto até me enganar.
Mãos construindo palavras
que o vento não levará:
em bruxas não acredito
porém que as há... há.
Mãos que devem temem tomam
tiram atiram aturam
pegam apagam e pagam
quem tem duas mãos tem tudo
mas ter uma é mais que nada.
música do Coro da Achada
Mãos vazias às mãos cheias
para se darem ou não
- ai quem dera tropeçar
e cair em mãos alheias.
Mãos na ilharga ou na massa
suando e fazendo suas
coisas que outrora eram de outros
e depois em pausa em pose.
Mãos capazes de pensar
aptas a crer sem ter visto
- e se mão sou entre mãos
persisto até me enganar.
Mãos construindo palavras
que o vento não levará:
em bruxas não acredito
porém que as há... há.
Mãos que devem temem tomam
tiram atiram aturam
pegam apagam e pagam
quem tem duas mãos tem tudo
mas ter uma é mais que nada.
sábado, 2 de abril de 2011
Tiro no liro
de José Mário Branco (1985)
Na zoologia do fala-só
Há muitos animais de tiro
Há o tiro-liro-liro e não só
Também o tiro-liro-ló
Seja tiro-liro ou tiro-ló
O tiro-liro leva tiro
Que é o mesmo que três liros e um ló
Feridos por um tiro só
Quem dá o tiro no liro
Vai p´ró chilindró
Quem dá o tiro no ló
Anda de pó-pó
Lá em cima está o tiro-liro-liro
Cá em baixo o tiro-liro-ló
Mas o liro que eu prefiro é o ló
Que ao liro-liro tira o tiro
Pois enquanto o ló transpira no pó
O liro tira o pão do ló
Há-de vir o dia em que o liro-ló
Será igual ao liro-liro
Com a concertina e o sol-e-dó
Unidos por um tiro só
Quem dá o tiro no liro
Vai p´ró chilindró
Quem dá o tiro no ló
Anda de pó-pó
Lá em cima está o tiro-liro-liro
Cá em baixo o tiro-liro-ló
ouvir aqui
Na zoologia do fala-só
Há muitos animais de tiro
Há o tiro-liro-liro e não só
Também o tiro-liro-ló
Seja tiro-liro ou tiro-ló
O tiro-liro leva tiro
Que é o mesmo que três liros e um ló
Feridos por um tiro só
Quem dá o tiro no liro
Vai p´ró chilindró
Quem dá o tiro no ló
Anda de pó-pó
Lá em cima está o tiro-liro-liro
Cá em baixo o tiro-liro-ló
Mas o liro que eu prefiro é o ló
Que ao liro-liro tira o tiro
Pois enquanto o ló transpira no pó
O liro tira o pão do ló
Há-de vir o dia em que o liro-ló
Será igual ao liro-liro
Com a concertina e o sol-e-dó
Unidos por um tiro só
Quem dá o tiro no liro
Vai p´ró chilindró
Quem dá o tiro no ló
Anda de pó-pó
Lá em cima está o tiro-liro-liro
Cá em baixo o tiro-liro-ló
ouvir aqui
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